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Mercado de tablets tem queda de 35% no Brasil no segundo trimestre



O mercado de tablets no Brasil teve uma queda de 35% no segundo trimestre quando comparado com o mesmo período em 2014. Entre os meses de abril e junho foram vendidos 1,271 milhão de aparelhos, aproximadamente 670 mil a menos que no ano anterior.

A informação é do IDC (International Data Corporation) Brasil, que também informou o número de aparelhos vendidos em cada mês. Foram 401 mil em abril, 421 mil em maio e 446 mil em junho. Desse total, 34 mil na verdade são notebooks com tela destacável, que são contabilizados como tablets.

Já quando as vendas são comparadas ao primeiro trimestre de 2015, a queda foi menor: 29%. Colocando o Brasil em comparação com o resto do mundo, o país ocupa 3% do mercado de tablets, estando na 8ª posição do ranking mundial.

Razões para a queda

Pedro Hagge, que é analista de pesquisas da IDC Brasil, afirma que uma das principais razões para essa queda é a alta do dólar. "Os tablets são totalemente dependentes da moeda americana", afirma, explicando que essa flutuação fez com que mais da metade das marcas que faziam negócios aqui no Brasil deixassem o país.

Ele explica que essas empresas que migraram do país são as pequenas empresas, que começaram a investir aqui quando o mercado estava tendo um bom desempenho (em 2013 e 2014), mas que agora não têm estrutura para acompanhar a flutuação do dólar.

Mas essa não seria a única razão para a queda nas vendas de tablets por aqui. Hagge acredita que o consumidor perdeu o interesse pelo produto, especialmente depois da popularização dos smartphones de tela grande, que passaram, de certa forma, a substiuir os tablets.
A IDC Brasil espera que até o fim do ano sejam vendidos 6,5 milhões de tablets. Se isso se concretizar, o mercado terá tido uma queda de 29% em relação ao ano de 2014, quando foram vendidos 9,5 milhões de aparelhos.
Antonio Augusto Soares Lemos

Antonio Augusto Soares Lemos

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