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Prévia – Contrast leva clima sombrio e fantasioso para o PS4



Não podemos negar que o PlayStation 4 será lançado com uma quantia generosa de jogos excelentes. Alguns deles são bastante conhecidos – como Killzone: Shadow Fall e Knack, que chama a atenção pelos gráficos coloridos e uma mecânica extremamente simples. Outros títulos igualmente bons, porém, não parecem receber tanta atenção do público quanto mereciam.
É o caso de Contrast, misto de puzzle e plataforma que será lançado também para PS3, PC e Xbox 360. Desenvolvido pela Compulsion Games, o jogo impressiona por conta de sua ambientação diferenciada e roteiro misterioso: a história gira em torno da pequena Didi e sua amiga imaginária acrobata, Dawn. No controle desta segunda personagem, você deve usar a imaginação e aproveitar seus poderes mágicos da maneira que for mais conveniente: o mais interessante deles, contudo, é a habilidade de se transformar em uma sombra e escalar paredes para alcançar lugares mais altos.
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Um mundo misterioso lhe aguarda

O universo de Contrast lembra bastante a década de 20. Os cenários obscuros são recheados de cabarés, teatros, casas de ópera e outros estabelecimentos de entretenimento que aparecem com frequência em filmes noir. A pequena demonstração oferecida pela Sony (que publicará o título) na BGS 2013 mostra pouco da história, mas bastante da ambientação e dos controles.
Basicamente, não há inimigos em Contrast. A cidade na qual as fases ocorrem está sempre vazia, embora apresente alguns sinais de que houve vida humana há pouco tempo atrás (em um dos estabelecimentos visitados na DEMO, por exemplo, é possível observar charutos acesos em cima das mesas e restos de comida largados nos pratos).
Os únicos desafios do jogo são, invariavelmente, puzzles que desafiam o jogador a explorar todas as possibilidades de uso dos poderes da protagonista. Se você gosta de quebra-cabeças penosos que devem ser resolvidos sem nenhuma dica externa, certamente vai se sentir em casa aqui. Dawn pode muito bem utilizar sombras de outros objetos para escalar paredes e chegar mais longe, mas não são raras as vezes em que acabamos nos esquecendo desse detalhe.
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Uma acrobata nem tão ágil assim

E é bom que não existam perigos em Contrast que demandem ações rápidas e comandos minuciosos: Dawn se movimenta com uma precisão muito baixa para quem deveria ser uma acrobata. Demoramos cerca de dez minutos tentando fazer a personagem atravessar alguns obstáculos simples apenas porque a própria não conseguia dar um pulo realmente alto.
Além disso, foi preciso reiniciar a partida durante nossos testes, visto que a protagonista acabou caindo em um bug grotesco e ficou presa em uma parede. Esperamos que seja um erro presente somente na demonstração e que não ocorram incidências do tipo na versão final do título.
Outra coisa que incomoda um pouco em Contrast é a câmera: embora você tenha a liberdade de controlá-la usando o analógico direito do controle, é complicado posicioná-la de uma maneira confortável para a resolução de alguns puzzles. Apesar de tudo, vale observar que os comandos são bem simples: além dos direcionais utilizados para movimentar Dawn, os únicos botões que você vai usar é o quadrado (interagir com itens), R2 (se transformar em sombra)e bola (atravessar sombras finas).
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Compre seus ingressos!

Tecnicamente falando, os gráficos de Contrast não são tão incríveis como os de outros títulos que aterrissarão no PS4 (até porque ele também dará as caras em consoles da geração atual e deverá rodar tranquilamente em PCs menos robustos). As texturas e animações não impressionam. O que agrada realmente é o estilo visual do título, que apela para um belíssimo jogo de luz e sombra para criar cutscenes bastante sombrias. O game é praticamente monocromático, característica que certamente inspirou seu nome (contraste).
É uma pena que a produção não será dublada ou legendada para o português do Brasil – quase todos os games que acompanharão o lançamento do PS4 na América do Norte virão para cá com o mínimo de tradução para nosso querido idioma. Independente do console que você tiver, fica a dica: caso esteja procurando por algo mais “artístico e poético”, fique de olhos bem abertos em Contrast. E que o espetáculo comece!
Antonio Augusto Soares Lemos

Antonio Augusto Soares Lemos

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