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Testamos o novo laptop da Apple, que custa até R$ 10,5 mil


Tecnologia não é nada sem design. Poucos produtos na história levaram esta ideia tão ao limite quanto o novo Macbook Retina, o mais novo membro da família de laptops da Apple. Ele se diferencia do Air e do Pro por ter um desempenho inferior, mas ser incrivelmente mais fino e leve. 
Claramente, o notebook foi criado com a portabilidade em mente, tornando-o o mais leve possível. O resultado foi um aparelho que tem apenas 13 milímetros de espessura e pesa pouco mais de 900 gramas. Assim, ele cabe de forma confortável em qualquer bolsa ou mochila. 
Não é só em relação ao seu peso que ele impressiona. O acabamento em alumínio chama a atenção, e também é interessante como o teclado se ajusta por quase toda a extensão do corpo do aparelho, eliminando as bordas que normalmente envolvem os teclados em laptops. 
Só que essa espessura mínima não vem sem comprometer outra parte do aparelho, que são seus componentes internos. Se os computadores da Apple normalmente são aclamados por seu excelente desempenho, o que os torna uma máquina ideal para trabalho, o novo Macbook Retina vai num caminho oposto, com um processador Intel Core M e uma GPU integrada Intel HD 5300, otimizado para esquentar tão pouco que não precisa nem mesmo de ventoinhas para refrigeração. 
É natural da informática um processador esquentar a ponto de necessitar de ventilação para não ser danificado. Se ele não esquenta, é porque não está realizando trabalhos pesados. Isso resume um pouco o desempenho do novo Macbook, que não é indicado para quem realmente precisa de poder computacional bruto. 
Isso significa que o aparelho é lento? De forma alguma. Tudo que ele se propõe a fazer é feito com extrema agilidade, apoiado em até 512 GB de armazenamento em SSD e 8 GB de memória RAM, que fazem o laptop ser ligado em 15 segundos. Em estado de repouso, ele inicia quase que imediatamente. Ele só não é indicado para quem pensa em jogar games mais parrudos ou realizar tarefas que dependam de mais processamento. Nos nossos testes, o computador até chegou a rodar um game como Batman: Arkham City, mas com uma baixa taxa de quadros (média de 15 frames por segundo), com alto nível de detalhes e resolução 1440x900. 

Novidades

O truque mais interessante do novo Macbook está no trackpad, e se chama Force Touch, aliado ao que a Apple chama de "Taptic Engine". Na prática, isso significa que o trackpad é capaz de distinguir a força aplicada sobre o sensor, e o sistema pode responder de acordo. Não só isso, mas o sensor passa uma resposta tátil para o dedo, como se fosse um clique; na verdade, há um pequeno motor por baixo que passa essa sensação. O trackpad não clica de verdade, e isso é impressionante. 
O teclado também é um diferencial. Ele utiliza um mecanismo apelidado de borboleta pela Apple, que promete teclas mais responsivas do que o mecanismo tesoura tradicional e também mais finas, o que colaboraria para o design. Na prática, leva um tempo para se acostumar com esta nova forma de digitação; depois de algum treinamento, é possível digitar normalmente e se habituar com as teclas clicando. A diferença para um teclado tradicional é mínima, por mais que se prometa maior agilidade de digitação. 
O Macbook também foi o primeiro laptop a utilizar a nova entrada USB 3.1 tipo C que serve para basicamente tudo, mas, infelizmente, a introdução desta porta revolucionária foi feita de forma apressada, com apenas um conector para todas as suas necessidades. Por isso, o laptop é indicado apenas para quem já está preparado para um mundo conectado à nuvem, sem pendrives e sem cabos. Caso contrário, será obrigatório comprar um adaptador, e o oficial sai por 100 reais. O adaptador multiporta, por sua vez, custa 430 reais, e adiciona uma porta USB tradicional, uma entrada HDMI ou VGA, dependendo do modelo, e mais um conector USB tipo C. 

Bateria

Quando apresentou o seu Macbook, a Apple revelou que basicamente todo o espaço livre deixado por componentes mais enxutos haviam sido preenchidos com bateria. Na prática, o aparelho conta com uma vida útil que não impressiona. É apenas mediana. 
Em um dia de uso normal, o computador é capaz de durar até 6 horas em uma única recarga, aproveitando componentes que consomem pouca energia. Infelizmente esse é um dos itens prejudicados pela pouca espessura do computador. Afinal, se ele fosse mais espaçoso, ele poderia ter o volume extra preenchido com mais bateria, garantindo uma vida útil maior, que se assimilasse a outros modelos da Apple, como o Macbook Air. 

Áudio e vídeo

Mesmo com componentes inferiores ao restante da linha de Macbooks, a Apple não abriu  mão de um display de alta resolução em seu laptop. A empresa apostou em uma tela Retina de 12 polegadas, com resolução 2304x1440 com proporção 16:10, que é um pouco estranha quando a maior parte do conteúdo em vídeo produzido é feito para telas em proporção 16:9, mas isso não chega a ser um problema. 
O display tem ângulos de visão muito bons, excelente definição, uma camada antirreflexo que permite até mesmo que o computador seja utilizado em ambientes externos sem grandes problemas visuais. 
O som também merece destaque, principalmente para um laptop deste tamanho. Os alto-falantes, localizados logo acima do teclado, são capazes de uma boa imersão sonora e foram capazes de preencher bem a redação do Olhar Digital, que é bastante espaçosa, com música. Também dá gosto assistir a filmes e seriados. 

Conclusão

O Macbook é um notebook excelente, mas não é para qualquer um, não apenas pelo preço. O novo laptop da Apple, com valor que varia entre R$ 8,5 mil e R$ 10,5 mil, dependendo da versão, é indicado para quem procura um bom computador para o lazer, assistir vídeos, navegar na web, e para tarefas leves, como escrever e editar documentos. Para este público, ele é a máquina quase perfeita: ágil, com uma tela excelente e um som muito bom. 
No entanto, a Apple nos últimos anos se notabilizou por criar máquinas para trabalhos pesados, como edição de vídeos. Quem realmente depende de poder de processamento pode procurar em outro lugar, talvez nas linhas Air e Pro da própria empresa. A máquina também não é recomendada para quem ainda não está pronto para abraçar a era do armazenamento em nuvem, porque a compra de um adaptador bem caro se torna obrigatória.
Antonio Augusto Soares Lemos

Antonio Augusto Soares Lemos

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