Solução que permite operar 4G em outra frequência leva banda larga móvel ao interior
O 4G – banda larga móvel de quarta geração teoricamente 20 vezes mais rápida que o 3G – é a grande promessa tecnológica para este ano no Brasil. Aliás, a expectativa é que pelos menos nas cidades-sede da Copa das Confederações, o 4G já comece a funcionar nas próximas semanas.
Nas áreas urbanas, a questão técnica está praticamente resolvida; o 4G vai operar na frequência de 2,5 gigahertz e, mais pra frente, provavelmente também nos 700 megahertz. A novidade é que pesquisadores do CPqD – uma instituição independente com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação – desenvolveram uma solução para o 4G operar em uma outra frequência ainda não padronizada; os 450 megahertz.
"O LTE nesta frequência de 450 Mhz é o primeiro teste em campo e o primeiro protótipo de terminal e estação rádio-base criado no mundo", diz Juliano Bazzo, coord. do projeto / LTE 450 Mhz.
A solução inédita vai permitir que a banda larga móvel de quarta geração seja levada também para zonas rurais e suburbanas de todo o paÃs. Entenda por que: quanto menor a frequência em que o 4G opera, maior é a área de cobertura de cada estação-base. Enquanto os 2,5 gigahertz têm alcance de, no máximo, dois quilômetros. Operando em 450 megahertz, esse raio de alcance sobe para 30 quilômetros.
Toda essa solução envolve uma tecnologia bastante complexa e também equipamentos de porte industrial, como essas estações rádio-base compactas, antenas, dispositivos de radiofrequência e terminais capazes de transmitir e receber sinais do 4G.
"Nós transferimos essa frequência para a empresa WXBR, que já está realizando testes em campo. Isso viabiliza a adoção por operadoras e por quem mais estiver interessado", conta Bazzo.
O projeto certamente vai contribuir para expansão do acesso de todo o paÃs à banda larga móvel de quarta geração e também para o desenvolvimento da indústria nacional. A polêmica sobre a compatibilidade de aparelhos que surgiu com a licitação dos 700 megahertz pode voltar à tona; mas o CPqD não acredita que isso seja um obstáculo.
"As operadoras vão exigir dos fabricantes de celulares e chips soluções em 450 Mhz. Isso só será levado em conta se estiver padronizado. Então esse inÃcio de padronização, com o apoio de outras grandes empresas, ajuda a difundir a tecnologia no Brasil e para outros fabricantes de celulares", comenta o especialista.
Bom, interessante também, além da solução que vai permitir que o 4G chegue à s zonas rurais é saber que o Brasil já pensa à frente. Por aqui, desde 2010, esses engenheiros já trabalham para entender e melhorar o chamado “LTE Advanced”, que promete levar a internet móvel a incrÃvel velocidade de até um gigabit por segundo!
"Em 2010 nós começamos a implementação dessa camada mais básica ou fÃsica do LTE em busca de todo domÃnio do espaço para poder evoluir não só no LTE Advanced, mas também vem por aÃ, como um 5G. A ideia é ter esse domÃnio tecnológico", explica Bazzo.
Se você também está ansioso para experimentar o 4G e quer saber e entender tudo sobre essa nova tecnologia, confira os links que seguem logo abaixo do vÃdeo desta matéria. Saiba o que o 4G e a TV analógica tem a ver; e saiba também o que o governo está fazendo para acelerar o processo de implantação nas cidades que vão sediar os jogos da Copa das Confederações, a partir do meio do ano. Acesse e fique por dentro!

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